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Da janela lateral

Enquanto acreditava estar oculto, observava. E para a imaginação dele, ela pode dar asas. A provocação consiste  exatamente nisso.Quando se permite ir, sem poder alcançar. Havia um "Q" de excitação diante daquele fato, como um feitiço. Tudo tão perto e considerado impossível. Seus olhos negros buscavam todas as formas, movimentos. A janela de onde ele espiava era estreita, o que o deixava ainda mais ansioso, procurando o melhor ângulo. Quase podia ouvir sua respiração ofegante. Naquela noite ele ganharia um presente. Ela  havia  acabado de sair do banho. Cabelos molhados, vestia uma blusa branca e a semi transparência  revelava seus seios, iguais aos de uma adolescente.Sua pele clara uniforme, não havia  nenhuma marca de exposição ao sol. Naquela sala de vestir, onde ela costumava passar a maior parte o tempo, havia na parede um espelho enorme, posicionado de um jeito, que a visão dele através da fresta da janela, era ampla. Qualquer  movimento que ela fizesse ou em qualquer canto por onde se aninhasse, ele a veria, inteira.  Além da blusa semi transparente, ela vesti uma calcinha de renda branca, e como  a janela estava aberta, para que não se esfriasse ela usava também meias 7/8.Essa composição concedia-lhe um ar colegial. Instigante. Ele a observava sedento. Não sabia se mantinha as mãos na janela, ou se  tentava manter o equilíbrio, para poder se tocar prazerosamente. Ela, maliciosamente,

Dejàvu

Ela tinha um desejo. Gostava de se sentir provocada. Ela gosta de ter na boca a massa quente e pulsante do corpo dele. Gosta de te-lo chicoteando seu rosto para que  quase implore que a  percorra. Gosta da mão dele  que  marcada forte seu quadril e da sua boca sedenta. Gosta da língua trépida e faceira lambendo seus  vãos, seus inteiros, suas somas e metades, abertas, suas,  nuas. Gosta dessa mistura de cheiros e gemidos. Gosta da sensação de poder, e  sem a conquista, essa coisa meio vadia.  Momento que a decência peca  por invejar a  luxuria. Caprichos, troca de vaidades, encaixes, mãos, pés,  braços,  embaralhados, transpirando. Corpos que vão dentro e fora dos próprios corpos, descobertas entre alguns sorrisos calados e outros suspiros entoados. Gozo. E depois... Em outras trocas de provocações, parecer ser mais insinuantes. Ela finge que não quer, ele encena que a desdenha. E, quando então a proposta vence as teias, eles se alcançam. Se lambem, comem, lambuzam. Ainda há muito para se trocar. Ela e Ele. Masturbação e prazer, fantasias e formas. 




Ouça sua música, toque seu corpo, viaje em todos os sentidos. 
Percorra todo corpo
 d' ela - todosossentidos



Sim, aceito

Ela imaginava como deveria ser. Qual seria  a sensação de assistir, e quem sabe participar. Muitas pessoas, e ali, todas pelo menos aparentemente com a mesma intenção. Será que realmente dentro dessa intenção, haveria a como concordar e discordar? A imaginação de uma cena era algo que a excitava. Convites  já haviam sido feitos, mas ela nunca  aceitou definitivo nenhum. E quando pensava em ir, pensava nele. Será que o tesão era assim mesmo? Será mesmo que desfrutaria ao máximo. Não sabia se transariam ali  aberto, se seria de outra  maneira, Como se sentiria com  a exibição de sua maneira de agir, do seu corpo e, do dele. Queria mesmo era  novamente sentir que ele a dominasse. Achava muito excitante saber que ele  se sentia  mais excitado ainda em exibi-la e exibir-se nela, para ela. A esta altura ela já estava mais do que  arrepiada, estava molhada. Já estava a beira da masturbação, apenas por imaginar o corpo dele, quente, de pau duro a roçar nela. Imaginou que tímida, ao chegar  na casa de swing,

Ócio

Pura preguiça. Embora ela tivesse algumas coisas para resolver, não tinha a menor vontade de sair da cama.Queria permanecer ali e só pensar em coisas agradáveis. E uma das mais agradáveis coisas em que ela podia pensar, era nele. No toque dele se espalhando por ela. E somada a preguiça, estado que o corpo lânguido se permite excitar, ela o retratou em seus pensamentos; como seria se ele estivesse ali. Sussurrou  baixinho  com as mãos entre as coxas,

Àgua de beber

Seus lábios já umidecidos pela saliva que guardava na boca, enquanto a língua vermelha contornava devagar e convidativamente para que fossem tocados. Seu olhar era quase que um fuzilamento. O vento soprava devagarzinho e isso só  fazia arrepiar sua pele clara. Ela exalavasensualidade, até mesmo quando estava parada, estática. Sem um único gesto. Seu perfume inebriava quem por ela passasse. E se ela por acaso retribuísse  num olhar, ou  discreto sosrriso, poderia se envolver num jogo perigoso. Era quase uma serpente. Vestia naquela noite, na noite do encontro, algo que ele jamais esqueceria. Finalmente a campainha tocou, e ela segura e conhecedora de seus domínios foi até a porta. Ele, estava especialmente excitante. Lembrou que  nenhum deles antecipou o que daquela noite seria o prazer maior. Quando se encontraram pela primeira vez, a troca de olhares, algumas palavras para completar, e a mais pura sedução calada, aconteceu. Sabiam que quando estivessem a sós

Passeio por voce

Hoje acordei assim, com uma vontade incrível de explorar. Explorar meus desejos. Mas não pode ser uma exploração superficial. É quase uma escavação. E algo assim, tão definido e certo que necessita de resultado. Jeito e atitude que alcançam na raiz, o prazer. Quero o gozo. Quero o seu gozo. O que me faz e o que te faço. Na boca, na carne, na pele. Sim, é o cio. Quero a tua língua em troca da minha, quero teu urro entre meus gemidos. Quero voce, porque sei da tua manha, da tua fúria, do teu melhor, e não troco por outro. Se não posso (ainda) me saciar de voce, ao menos divido nesse amontoado de letras, que se atrevem a te chamar, vem....

I.M.A.G.I.N.A.Ç.Ã.O

A  água  cálida escorria pelo seu corpo. Ela  acariciava com a palma da mão  seu pescoço e nuca, enquanto de olhos fechados mordiscava o canto da boca, pensava nele. Os fios de cabelo pesados, encharcados, formavam gotas maiores, e  descia pelos seios, contornando os mamilos, arrepidaos, rosados. A música que vinha  do quarto entrava mansinho pela porta do box, e quase que ecoava pelos furos daquela ducha, que parecia, entorpecer os sentidos dela. Sem pressa, seus dedos longos, deslizavam pelo abdomem.

Corredor Lateral

Vestiu-se como uma traidora. Prendeu os cabelos castanhos num coque displicente, deixou mexas caidas em seu rosto e, isso dava-lhe um ar de sedução a mais. No vestido, via-se formas de mulher, contrastava sua pele, deixava seus quadris soltos e assanhados com o andar, as coxas que não se mostravam, apenas insinuavam uma longuite de enroscar em outras coxas, provocante.

Continua...

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5 andar suite # 54

Os sonhos podem revelar muitas sensações. O perigo fica iminente quando o corpo manifesta movimentos que delatam as cenas, pelas quais nosso sub consciente nos leva durante o sono. Nossos desejos, até mesmo os sórdidos, os inconfessáveis são permitidos enquanto dormimos.
Essa noite tive um desses. Acordei com os lençóis desalinhados e marcados com o suor do meu corpo. Antes mesmo de abrir os olhos, levei o braço percorrendo a extensão da cama procurando aquele homem que tocou em mim tão unicamente, que me fez ir além do limite.
Era noite. A lua estava cheia, amarela. Tudo pronto para a viagem. As malas , passaporte, passagem, suspirei fundo e guardei na bolsa o gloss e o pequeno frasco de perfume. Entrei no carro rumo ao aeroporto. Na mente milhões de coisas, anseios , medos, saudades. Ao chegar no horário pedido para check in , fui direto para a sala vip. Já estava lá um homem. Apenas eu e ele. Mas que homem era aquele? Moreno, de olhos castanhos que pareciam ter um traço de lápis em volta. Pelo tamanho de suas pernas, mesmo sentado, dava pra ver que ele era alto, devia se aproximar 1.90. E o perfume que usava, mesmo que ficasse embaixo de uma cachoeira, ainda assim, seu perfume se soltaria no ar. Não pude deixar de nota-lo. Ah sim, tinha um detalhe que o fazia ainda mais charmoso. Usava um óculos de haste fina, suponho apenas para a leitura.Quando entrei na sala, ele me olhou por cima das lentes. Acenei em cumprimento gentil, o que me foi retribuído imediatamente com um sorriso. Puxei uma revista qualquer, quando na verdade eu queria mesmo era apenas distrair minha atenção daquele homem. Acho que fiquei mais de 10 min sem virar a página, se quer sem sair do titulo da reportagem que confesso, não faço a menor idéia do que se tratava. O homem parecia tão entretido em sua leitura que mal me notava. Percebi que estava enganada, quando ao me ajeitar na poltrona ele perguntou qual era o meu vôo. Aquela voz entrou em meus ouvidos e por um segundo achei que o chão tivesse tremido. Respondi: Miami.
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Sala de Reunião

Rachel era uma mulher, excitante. Transpirava sensualidade. Morena, alta, magra de seios fartos, coxas torneadas e de expressão leve.
Quando sorria parecia que notas musicas se misturavam no ar que a cercava. Movimentos delicados, mãos de dedos longos, e os pés, ah os pés, um fetiche.
Certa vez,era cedo ainda da hora marcada para reunião de rotina. Rachel já estava na sala. Seu perfume indicava que sua presença, não seria meramente alguém a ocupar uma cadeira.Ela olhava pela janela, do alto do 16º andar do edifico. Parei na porta e fiquei admirando suas curvas.Minha cabeça já começou a imaginar mil situações. Mas ela me pressentiu e virou-se. Sorri meio sem graça, e a cumprimentei. Acho que não disfarcei minha expressão, pois ela olhou-me de cima abaixo, rapidamente, e seus olhos brilharam sem piscar, fixaram os meus. Minhas pernas estremeceram.
Rachel vestia uma camisa branca fina, os botões abotoados na altura exata dos seios, isso dava um toque provocativo natural. A saia cinza, acinturada, tinha uma fenda lateral que insinuava sua coxa. Então, só nós dois ali, parecia uma oportunidade única. Convidei-a para sentar enquanto os outros não chegavam. Ela acenou que sim, e antes que eu pudesse puxar a cadeira, se dirigiu para ponta da mesa. Puxou a cadeira, não a de cabeceira. A da ponta, de frente para a porta de entrada. Então, com os pés empurrou a cadeira em frente indicando que eu me sentasse ali. Numa fração de segundos duvidei do seu gesto. Rachel empurrou mais um pouquinho e sorriu. Senti que aquela reunião teria outro assunto em pauta.
Sentei e fiquei estático, sem palavras esperando que ela tomasse o comando.
Rachel mexeu nos cabelos, puxou todos os fios para um lado só e trançou , sem dizer uma só sílaba. Não conseguia tirar os olhos dela. Por baixo da mesa senti algo me tocar...

Eu vi o olhar daquele homem, perdido o que me dava mais sede ainda.
Continua...

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